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Workshop - Guadameci - 14 a 16 de outubro

Tomar, 27/09/2016

O Convento de Cristo irá organizar, em parceria com o Dr. Franklin Pereira, Investigador do Artis / Instituto de História de Arte da Faculdade de Letras da Univ. de Lisboa, um workshop denominado: "Guadameci - a arte dos couros dourados"
 
Esta atividade decorrerá entre 14 e 16 de outubro e está sujeita a inscrição prévia, até dia 5 de outubro, para: servicoseducativos@ccristo.dgpc.pt
 
Objectivos: entender a criação e desenvolvimento da arte do guadameci, e realizar uma amostra em motivo clássico.
 
Duração: sábado de manhã e à tarde, e domingo de manhã, seguidos.Preço: 50 € (inclui os materiais do curso).
Participantes: mínimo de 8, máximo de 12; cada participante deve trazer bata ou outra protecção.
Formador: Franklin Pereira, artista e investigador das artes do couro, com vários livros publicados, reintroduziu o guadameci em Portugal, depois de estadias em Córdova, em 1990 e 1991.
Público-alvo: estudantes de arte, professores de expressões, historiadores, museólogos, outros interessados no legado artístico ibérico.

 

 

Criado no al-Andalus e desenvolvido na época tardo-medieval, o método de ornamentação do couro chamado guadameci - do árabe wad' al-másir, ou gueld' al-másir - utilizou-se sobretudo para criar revestimentos de parede, coxins e frontais de altar. O guadameci implica cobrir a superfície do couro de carneiro com folha de prata, desenhar o motivo, pintá-lo em cores de óleo e texturá-lo com punções metálicas; um verniz dourado dá as tonalidades do ouro à superfície prateada, pois, apesar da designação de "couros dourados", era raro o guadameci usar esse metal precioso. Técnica de luxo, as peças em guadameci eram usadas por nobres e eclesiáticos, conforme documentos medievais dos dois países ibéricos saídos da Reconquista; apesar da maioria dos documentos ser relativa ao sul peninsular - directamente herdeiro das tradições do Islão -, também no norte se usou o guadameci; uma das notícias, de 1565, diz respeito ao Mosteiro de Tibães; uma outra, em Braga, de 1592, refere um frontal na Capela de Santa Ana, que se encontrava situada no que é agora a Avenida Central, tendo sido destruída no século XVIII; outras referências a usos eclesiásticos do guadameci em Braga são já de 1700. As mudanças de modas e um outro entendimento de conforto nos interiores, e o desenvolvimento da talha dourada nas igrejas, levaram ao declínio das oficinas e à extinção da técnica em inícios do século XVIII. A importação de guadamecis prensados e repetitivos, fabricados nos Países Baixos, contribuiu para esse declínio, encontrando-se em muitos museus, igrejas e colecções particulares como frontais de altar e estofos. A documentação oficinal encontra-se no "Livro dos Regimentos" lisboeta, de 1572, e é mais específica do que aquela de várias cidades espanholas do mesmo século. A primeira referência ao ofício é relativa a Coimbra de 1145, e os usos do guadameci ibérico espalham-se entre Viana do Castelo, Braga, Guimarães, Arraiolos, Elvas, Borba, Montemor-o-Novo, Lisboa, Évora e Faro. 

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